quinta-feira, 30 de junho de 2011
Circunstâncias.
por
Carol Rezende
às
11:16
Gostaria de ver o que veem, perceber o que percebem, sentir o que sentem, ser o que são. Queria ser mais ética, prática e que duas ou três pessoas -apenas-, me fizessem mudar de ideia. Queria ser decidida, mais dedicada, delicada, controlar meus próprios atos, até mais otimista. Gostaria que a disposição me encontrasse, a dor me esquecesse, que meu coração parasse de bater por um segundo. Aspirar novos ares, morrer por um dia, voltar no tempo, avançar no mesmo, talvez até viajar mais. Queria esquecer de mim por um determinado tempo. Gostaria de visar um futuro mais próspero, ser amiga do meu sub-consciente e também da balança. Mas de todas as coisas, de tudo isso, o que eu realmente queria -de fato- era ser feliz!
assunto:
vida
"Ainda fico feliz em saber...
por
Carol Rezende
às
10:58
... que existem aqueles que não escolhem uma pessoa por ser a mais bonita do mundo, e sim a que faz do seu mundo, ser o mais bonito!"
assunto:
descobertas
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
[...] Um rei prendado,
por
Carol Rezende
às
16:42
preparou um palácio cheio de riquezas para seu filho. Juntou tudo do melhor que existia no mundo e colocou dentro. Mas o lugar estava obscuro, o príncipe não tinha ao menos uma vela. Por isso, não sabia das maravilhas que estavam ao seu redor e cresceu se lamentando do pai, por tê-lo colocado naquela situação. Até que, um dia, alguém lhe trouxe uma lâmpada e só então ele pode enxergar o que o tempo todo estava ali. Então vejamos; é fato! Estamos no escuro e não percebemos que tudo o que precisamos está bem ali ao nosso alcance. Queremos atrair energia de fora para nossa vida, quando na verdade, temos tudo o que precisamos dentro de nós. Basta -apenas-, revelar aquilo que já é parte do nosso ser. Abra os olhos e veja.
assunto:
descobertas
O que eu quero?
por
Carol Rezende
às
16:05
E onde anda a humildade?
U m dos motivos pelos quais estamos aqui.
U m dos motivos pelos quais estamos aqui.
Q uais sejam as escolhas,
U ma chance nunca passa duas vezes pela mesma pessoa.
E é triste ter que aceitar isso, as vezes!
R ealmente é difícil ou as pessoas mentem.
O nde anda o sofrimento?
U ma chance nunca passa duas vezes pela mesma pessoa.
E é triste ter que aceitar isso, as vezes!
R ealmente é difícil ou as pessoas mentem.
O nde anda o sofrimento?
L ivrar-se de toda negatividade.
I gnorar algumas realidades, como se jamais existissem.
B rindar o fracasso.
E squivar-se de pequenos atos.
R ir dos poucos e insignificantes afortunados.
D ividir ao invés de multiplicar.
A travancar os espaços que faltam preencher.
D e verdade, eu cansei de tudo isso.
E mais, enquanto não morrermos pro mundo e vivermos apenas pro coração, a liberdade não vai existir.
I gnorar algumas realidades, como se jamais existissem.
B rindar o fracasso.
E squivar-se de pequenos atos.
R ir dos poucos e insignificantes afortunados.
D ividir ao invés de multiplicar.
A travancar os espaços que faltam preencher.
D e verdade, eu cansei de tudo isso.
E mais, enquanto não morrermos pro mundo e vivermos apenas pro coração, a liberdade não vai existir.
assunto:
vida
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Não é maldade
por
Carol Rezende
às
06:56
A vida ensinou-me a viver. Bem que parece mesmo um ciclo vicioso, mas não necessariamente classifico assim. Enquanto tentava sonhar, algo impedia. Quando tentava fazer da dor uma maneira de brindar, tudo me corroía por dentro. Tanto que aprendi. Não confie em ninguém, ao menos que seja você. Não faça perguntas, só te faz perder cada vez mais as forças. Não julgue todas as discórdias à si, a conspiração vai residir cada vez mais em seu coração. Não deseje o que pensas à seu próximo, seu interior vai lhe fazer demolir tudo novamente. Não olhe para trás, o relógio do destino não parará para você. Saber que ser rude com si mesmo não é maldade e sim viver, é uma virtude de poucos. Já achar que viver é ser ranzinza com si mesmo, não cabe a nós definir o que é.
assunto:
vida
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
São acordes...
por
Carol Rezende
às
14:23
...daquelas poucas lágrimas que caíram, desabou em mim o desespero. A partir de então, não pude mais contar. O vazio estava ali, no meu coração, eu podia vivenciá-lo. Ainda posso sentir a presença do alívio. E sim, por incrível que pareça, eu descobri que mesmo no fracasso a fraqueza tem sua força. Mas -de verdade-, a pior parte é que uma vez aberta as portas para uma ou duas gotas dilacerarem o rosto, elas não param mais. Como uma música, porém pode durar horas, uma madrugada inteira ou até mesmo várias noites. Digamos que a escuridão tomava conta, apesar disso, sabia muito bem a que pressão afundava meus olhos, só não a da minha mente. De novo. Lá estava eu de frente ao abismo, pronta para me jogar. Estranho, mas lá no fundo, bem lá no fundo ainda pude sentir a saudade queimando nas veias.

Porque eu temo que posso ceder,
e eu temo que não possa aguentar.
Esta noite vou deitar e ficar acordada,
me sentindo vazia.
Eu posso sentir a pressão,
está chegando mais perto agora.
(Pressure - Paramore)
assunto:
saudade
sábado, 6 de novembro de 2010
Se morre de amor?
por
Carol Rezende
às
17:38
Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebentar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes ao morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Compreender o infinito, a imensidade
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores,murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
(Gonçalves Dias)
assunto:
amor
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