sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sopro do (in)vento.

É fácil inventar. Mais ainda viver uma vida inventada. Ou talvez não...
Mesmo sabendo que -na maior parte das vezes-, não é o certo inventar, estamos desprovidos de forças e sempre transformamos o que poderia ser uma história verdadeira, em simples invenção. Vai de "Tenho 15 anos" à "Tenho 18", vai de "É mentira!" à "É verdade!", de "É um amigo" até "Não é ninguém". Desprezível, completamente desprezível. Seria o medo interior que ameaça? Seria a falta de coragem grande demais? Seria invenção? Confesso, cansei de viver num mundo onde as pessoas inventam sobre quem realmente são, inventam o jeito de ser, inventam os atos, inventam gostos, inventam as manias, constroem uma vida inventada! Bom mesmo seria se as mesmas aproveitassem dessa vida inventada e desaparecessem, assim como um fingimento. Creio na probabilidade de defesa. Sim, talvez seja tudo por repreensão, hesitação. Porém o que mais incomoda, é saber das realidades, vê-las a sua volta, soprando as respostas em um lado do ouvido e do outro ouvir/presenciar a hipocrisia viva, como uma pessoa -literalmente-.

Segundas chances, elas nunca importam,
as pessoas nunca mudam.
Uma vez #$!@, você não é nada mais,
desculpe-me, isso nunca mais vai mudar.
E sobre o perdão, supostamente,
ambos teríamos que trocar ♪
(Misery Business - Paramore)

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